Terapia por Onda de Choque
Um tratamento não invasivo que utiliza ondas acústicas para ajudar a aliviar a dor e melhorar a função em algumas lesões de tendões e na dor plantar, junto à reabilitação.

O que é e como funciona?
A Terapia por Onda de Choque aplica pulsos de energia mecânica por um aparelho encostado na pele. Não é choque elétrico, não utiliza radiação e não envolve agulhas ou cortes.
As ondas podem modificar a resposta local à dor e estimular processos biológicos relacionados ao reparo dos tecidos. Esses mecanismos ainda são estudados: o tratamento não garante regeneração do tendão nem substitui o cuidado da causa da dor. Há equipamentos focais e radiais, com características e indicações próprias.
Em quais situações pode ajudar?
Costuma ser considerada quando medidas como ajuste de carga, exercícios e fisioterapia não foram suficientes. A evidência varia conforme a doença, o tipo de equipamento e o protocolo; não é indicada para qualquer dor ou lesão.
- Fasciopatia plantar, conhecida como fascite plantar, com dor persistente na sola do calcanhar.
- Tendinopatias, como algumas lesões do tendão de Aquiles, após avaliação individual.
- Alguns quadros de dor persistente na lateral do quadril, no cotovelo ou de tendinopatia calcária do ombro, conforme o diagnóstico e o protocolo.
Como é realizada a sessão?
Após identificar o local a tratar, o profissional aplica gel e posiciona o aparelho sobre a pele. A intensidade é ajustada conforme a indicação e a tolerância. É possível sentir batidas e desconforto durante a aplicação; avise se a dor estiver intensa.
O número de sessões, o intervalo e os cuidados posteriores dependem do caso. Em geral, o tratamento é ambulatorial, sem internação. Não há um número único de sessões adequado para todos.
Benefícios e papel do fortalecimento
Em casos selecionados, pode reduzir a dor e facilitar a retomada dos movimentos e dos exercícios. A melhora pode ser gradual nas semanas seguintes, e a resposta varia de pessoa para pessoa.
Ondas de choque complementam a reabilitação: o fortalecimento progressivo, o controle da carga e a fisioterapia continuam essenciais para recuperar a capacidade do tendão e sustentar a melhora. O plano deve incluir acompanhamento e reavaliação se não houver benefício.
Cuidados e possíveis riscos
- Dor local passageira, vermelhidão, inchaço e pequenos hematomas podem ocorrer.
- Informe gestação, alterações de coagulação, uso de anticoagulantes, infecção, câncer na área a tratar e dispositivos implantados.
- Suspeita de fratura ou ruptura importante do tendão exige avaliação antes de considerar o procedimento.
- A segurança depende da região tratada e do equipamento; algumas condições impedem a aplicação e outras exigem ajustes.
- Não suspenda medicamentos por conta própria. Siga a orientação sobre exercícios e atividades após cada sessão.
Sinais de alerta
Dor intensa ou progressiva, hematoma importante, febre, perda súbita de força ou dificuldade nova para apoiar o membro precisam de avaliação médica. Não atribua automaticamente esses sintomas a uma reação normal do tratamento.
Referências médicas
- NICE HTG200 — Extracorporeal shockwave therapy for refractory plantar fasciitis
- NHS — Extracorporeal Shockwave Therapy: informações para pacientes
- European Journal of Physical and Rehabilitation Medicine (2024) — Efficacy and tolerability of ESWT in plantar fasciopathy: systematic review and meta-analysis
Fontes consultadas em 2026-10-15. Conteúdo educativo; não substitui avaliação médica.